Europa: alimentos funcionais deverão ter suas propriedades comprovadas
  Data: 11/10/2004


A União Européia (UE) está preparando uma normativa legal sobre rotulagem e publicidade de produtos alimentícios que trazem benefícios para a saúde, os chamados alimentos funcionais, o que os obrigará a demonstrar com relatos científicos estas propriedades, e que está previsto para entrar em vigor até 2006, informou o pesquisador Francisco José García Muriana, o responsável pela abertura do ciclo de debates "Viva a Ciência", organizado pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) e a Fundação BBVA em Sevilha, na Espanha, com a conferência "Ácidos graxos: novas perspectivas para a saúde".

O dr. García Muriana, pesquisador do Instituto da Gordura de Sevilha e da CSIC, afirmou que a Comissão Européia está "muito consciente" deste tema e dedica diversos recursos para a pesquisa sobre segurança alimentar, e adiantou que esta nova legislação "será muito mais restritiva".

Em sua apresentação, o especialista destacou que nestes "alimentos funcionais, que, supõe-se, sejam capazes de influir na saúde muito além de suas propriedades nutricionais", as empresas deverão demonstrar cientificamente seus benefícios, representado-os em suas etiquetas e rótulos.

O dr. Muriana recorda que está comprovado que alimentos como o azeite de oliva ou os enriquecidos com ácidos graxos poliinsaturados da cadeia longa (Ômega 3) podem "prevenir e inclusive combater enfermidades" como as cardiovasculares ou o câncer, e influir positivamente nos fatores de risco.

Outros alimentos funcionais que também estão comprovadamente benéficos à saúde são o leite enriquecido com vitaminas A e D, indicados às pessoas com problemas de calcificação óssea, iogurtes com bifidobactérias para aqueles com intolerância à lactose, e sucos com fibras nutricionais, além de outros com antioxidantes naturais, como os sucos cítricos, azeites e margarinas, acrescentou.

Por fim, destacou que "uma pessoa saudável pode se alimentar de tudo, ainda que exista alguma limitação, por exemplo, na quantidade diária de gorduras", pois está bem-aceito pelos médicos que das gorduras não se deve consumir mais que 30% da alimentação diária.










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