Dieta de Atkins pode prejudicar feto, diz estudo
  Data: 28/06/2004



Pesquisadores fizeram testes que mostram que se camundongos seguirem uma dieta que contenha 25% de proteína esta vai afetar o desenvolvimento do embrião e do feto.
Em uma conferência sobre fertilidade realizada em Berlim, na Alemanha, eles disseram que isso pode significar que mulheres que seguirem uma dieta com mais de 30% de proteína podem ter problemas semelhantes.
"A dúvida é até que ponto a pesquisa pode ser aplicada a seres humanos", disse uma porta-voz da Atkins Nutritionals.
Limites
Ela disse ainda que a dieta não estabelece limites sobre a quantidade de proteínas que as pessoas devem comer.
"A taxa de desenvolvimento do feto foi gravemente reduzida como resultado da dieta de alta proteína da mãe", disse David Gardner, cientista que liderou o estudo.
Os pesquisadores deram a fêmeas de camundongo dietas com uma alta proporção de proteínas (25%) e com uma proporção normal (cerca de 14%).
Naquelas que fizeram a dieta com mais proteínas a quantidade de amônia no aparelho reprodutivo foi quatro vezes mais alta do que naquelas que fizeram a dieta normal.
Pequisas anteriores mostraram que altos níveis de amônia podem danificar embriões de camundongo e prejudicar o desenvolvimento do feto. A amônia afeta um gene-chave, o H19, envolvido no controle do crescimento.
O gene só é ativado se herdado da mãe. Mas em dois terços dos embriões de camundongos que seguiam dietas de alta proteína foi o H19 do pai que foi ativado.
Esses embriões não conseguiram se desenvolver apropriadamente no útero.
O estudo feito com 174 embriões mostrou que pouco mais de 1/3 deles se desenvolveu em mães que consumiram mais proteína. Nas outras mães, esse percentual foi de 70%.
Os pesquisadores dizem que essas descobertas, além de estudos semelhantes feitos em vacas, significam que seria "prudente" que mulheres que estão tentando conceber limitem a ingestão de proteínas a cerca de 20% de sua dieta.

Fonte: Caroline Ryan
BBC, 28 de junho de 2004




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