Má alimentação na infância acelera envelhecimento
  Data: 23/02/2004


Uma pesquisa sobre a alimentação de pássaros, por cientistas da Universidade de Glasgow, sugere que uma dieta inadequada na infância pode tornar mais difícil o combate aos efeitos do envelhecimento.
De acordo com especialistas, os resultados do estudo podem servir como base de avaliação para as conseqüências da má alimentação também de seres humanos.
Durante a pesquisa, os passarinhos que receberam uma dieta ruim, em suas duas primeiras semanas de vida, desenvolveram menos antioxidantes - que combatem os efeitos da idade - e morreram antes.
Os antioxidantes reduzem o mal causado pelos radicais livres.

Quanto às vitaminas
os animais não conseguem fabricar seus próprios antioxidantes, que incluem as vitaminas A e E, e têm que consegui-los através da comida.
Todos os pássaros foram alimentados com quantidades ilimitadas de sementes.
Entretanto, a qualidade do alimento dado para alguns pássaros foi inferior, com falta de proteínas e vitaminas.
Os professores Pat Monaghan e Neil Metcalfe, autores do estudo, disseram que à primeira vista, os pássaros cresceram uns iguais aos outros.
Mas logo em seguida, foi descoberto que pássaros com pior dieta na infância não conseguiam fazer uso dos antioxidantes que haviam comido, e tiveram vida mais curta.
"Eu acho que ainda não está claro se o mesmo se aplica aos humanos, mas é possível", diz Metcalfe.
"Mas este mecanismo é muito comum entre espécies, então é possível."
Ele também afirma que é certo que as condições de vida na infância se refletem na vida adulta.
No caso dos pássaros da raça zebra finch, que foram pesquisados, o período de duas semanas coberto pela pesquisa equivale aos primeiros dez anos da vida humana.
Mas o professor Metcalfe adicionou que a comparação com fast food não é adequada.
"No caso da comida de pássaro, a dieta de baixa qualidade foi pobre em vitaminas e proteínas - mas a comida humana tipo fast food pode ser rica em gordura e rica em proteína", disse ele.
O estudo foi financiado pelo Natural Environment Research Council, da Escócia.











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