Frutas everduras como anti-oxidante
  Data: 23/09/2003

No processo normal de uso do oxigênio, ocorrem alterações químicas que criam moléculas de oxigênio instáveis e reativas denominadas radicais livres. Os chamados radicais livres, que também formam-se em função de fatores externos (tabagismo, consumo de álcool, convívio com poluentes, exposição à luz ultravioleta e outras formas de radiação, como os raios X), causam preocupação, pois podem vir a lesar células ou estruturas no interior das células (incluindo o material genético: DNA) e, ainda, enfraquecer as paredes das artérias.

Se o material genético sofrer danos e estes não forem reparados, pode ser replicado em novas células, contribuindo para o surgimento de câncer e de outros problemas de saúde. Além disso, o enfraquecimento das paredes das artérias implicaria no acúmulo de depósitos de gordura, que poderiam levar ao desenvolvimento de doenças cardíacas. Porém, não é preciso se desesperar: as células possuem agentes especiais (os antioxidantes) que combatem os radicais livres.

Pesquisas recentes sugerem que os antioxidantes podem desempenhar papel importante na prevenção ou no adiamento das doenças cardíacas, do câncer e de outras doenças. Além de poderem evitar a lesão das células (o que contribuiria para tornar mais lentos os efeitos do envelhecimento).

As fontes de antioxidantes mais conhecidas são as vitaminas C e E (morango, laranja, tangerina, goiaba, acerola, pimentão verde, tomate, feijões, cereais integrais, peixes, carne etc.); mas, também apresentam propriedades antioxidantes o mineral selênio, os carotenóides (betacaroteno e o licopeno), algumas plantas ou seus derivados (chá verde, extrato de semente de uva, ginkgo biloba, etc.), as enzimas e outras substâncias produzidas pelas próprias células (por exemplo, a glutationa).





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