Opções das cantinas escolares novamente sob análise
  Data: 05/09/2003




Hambúrgueres, salgadinhos, batatas-fritas e refrigerantes estão com os dias contados nas cantinas das escolas do Rio de Janeiro. O juiz Siro Darlan, da 1ª Vara da Infância e da Juventude, quer regulamentar a alimentação nas instituições de ensino e pode baixar uma portaria que prevê até multa e interdição das escolas.

"O Estatuto da Criança e do Adolescente diz que a escola deve garantir o desenvolvimento sadio das crianças. Se ela vende produtos nocivos à saúde dos alunos ela não cumpre esse papel", acredita o juiz.

Darlan vai partir de uma listagem de alimentos prejudiciais à saúde, elaborada por nutriconistas, para preparar a portaria. Antes de assinar o documento, porém, ele quer discutir o assunto com o sindicato dos donos de escolas e associações de pais. "Acho que todos querem o melhor para as crianças. Se houver consenso podemos fazer um Termo de Ajustamento de Conduta, em vez de baixar a portaria", disse.

O juiz reuniu-se com um grupo de nutricionistas de diversos órgãos - desde o Instituto de Nutrição Annes Dias, da prefeitura do Rio, ao Espaço Estella Torreão (academia de ginástica e centro de saúde), passando pelo Conselho Regional de Nutricionistas. São esses especialistas que vão preparar a lista de alimentos que serão proibidos nas escolas.

A proposta de Darlan irritou o presidente da Associação de Pais e Alunos do Estado do Rio de Janeiro, João Luiz Faria Neto, que a classificou de "autoritária". "O proibido é mais saboroso. Além do mais, as crianças vão sair da escola e comer na lanchonete da esquina. A escola deve orientar a criança", acredita. Ele lembra que a medida pode causar prejuízos às escolas que arrendam suas cantinas.
Crédito: Laranja Brasil





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