"Fast Food": reflexões
Data: 28/10/2009



Entre as diversas discussões nutricionais de importância, destaque para um aspecto importante: o fast food. Problemas como a falta de equilíbrio nutricional merecem especial atenção de renomados especialistas, já que, atualmente, os alimentos de preparo rápido são consumidos com frequência por todas as faixas etárias.

A explicação para o problema é simples: a falta de informação básica. Muitos ainda não têm consciência de se tratar de uma opção pouco saudável.

“Lanches rápidos como sanduíches e até mesmo os grelhados e as saladas servidos em certas redes alimentícias costumam ter sódio em excesso. Nestes locais, também é comum a oferta de refrigerantes artificiais, e de sobremesas com alto teor de gordura e açúcar. Enfim a escolha poderá ser um cardápio pouco nutritivo e de alto valor calórico”, pondera o dr. Rubens Feferbaum, nutrólogo e professor livre docente em pediatria da Universidade de São Paulo.

O consumo de alimentos rápidos e sua relação com o aumento da obesidade, a influência da propaganda na escolha de dietas equivocadas desde os primeiros anos de vida até a adolescência; outra questão em pauta é o binômio alimentação X hipertensão infantil.

“Até produtos utilizados na alimentação de lactentes como fórmulas lácteas e o ‘fast food de lactentes’, as conhecidas papinhas, passaram por adequações nutricionais, em especial no seu conteúdo de sódio. Tais produtos apresentavam elevados índices do mineral e seu consumo exagerado poderia ocasionar distúrbios futuros, como a hipertensão arterial”. Atualmente estes produtos contêm menores quantidades ou somente o sódio presente nos seus ingredientes alimentares. No entanto, muitos produtos industrializados, consumidos largamente por crianças e adolescentes, como snacks, biscoito e alimentos congelados contém elevados teores de sal, motivo de preocupação dos pediatras e das autoridades regulatórias da alimentação infantil “, informa o dr. Rubens.

Aliás, os especialistas recomendam a redução do sal, mas sem radicalismo. Não se deve bani-lo, pois em dosagem adequada é benéfico; contribui para manter o equilíbrio dos fluídos no organismo e, junto com o cálcio e o fósforo, participa na matriz do osso em crescimento.

“Além disso, há um problema cultural, pois a forma como é administrado já está inserida no contexto familiar. O saleiro em cima da mesa e a forma como apura o sabor dos alimentos levam a família a utilizá-lo de forma inadequada na alimentação infantil. Daí, o hábito segue por toda a vida”, conclui o prof. dr. Rubens Feferbaum.
Fonte: Congresso Ganep/2009



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